Andei sumida.20 dias de FÉRIASSSSSS, que infelizmente acabam hoje.Acho que mais 50 dias não seria nada mal.rs (Ainda chego lá, minha gente!)
Primeiramente fui para São Paulo visitar amigos queridos que me acolheram e me apresentaram a verdadeira capital do país. (Vou deixar as minhas impressões sobre sampa para outro post).Uma semaninha bacanuda sem lenço e sem documento, à moda Caetano mesmo. Pude experimentar todas as nuances da vida paulistana.
Emendei Sampa com a Rio. Nesta etapa de minhas lindas e preciosas férias (tá parecendo redação de colégio kkkk)fui para Cabo Frio com a família.
Como bons mineiros sempre vamos para a região dos Lagos ver aquele marzão de meu deus,lindo e gratuito para deleite da nossa alma e do nosso coração.Delícia!
Exercitei o "Carpe Diem" no turbo....
Menos rotina e mais vida!
domingo, 2 de agosto de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Virgínia Wolf
"Sobre o imenso continente da vida de uma mulher recai a sombra de uma espada. De um lado dessa espada está a convenção, a tradição e a ordem. Onde tudo é correto.Mas , do outro lado dessa espada, se você for louca o suficiente para atravessar a sombra e escolher uma vida que não segue a convenção, tudo é confusão. Nada segue um curso regular."
"Realmente, eu não gosto da natureza humana a menos que esteja toda temperada com arte."
"Como mulher eu não possuo país. Como mulher, meu país é o mundo todo"
"Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu os meus amigos."
"Realmente, eu não gosto da natureza humana a menos que esteja toda temperada com arte."
"Como mulher eu não possuo país. Como mulher, meu país é o mundo todo"
"Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu os meus amigos."
sábado, 4 de julho de 2009
Quem vive o "quase" já morreu
Tenho mania de guardar alguns e-mail´s que já recebi. Mensagens eletrônicas que já representaram muito e hoje são só lembranças boas e algumas ruins.
É engraçado ler alguma destas mensagens depois de três, quatro anos....Analisar o conteúdo fora do contexto e do envolvimento da época só confirma que não temos certeza de absolutamente nada e que não existe mesmo o "para sempre" neste plano.As coisas mudam o tempo todo e demais.
Em um destes e-mail´s pontuais, com uma mensagem boa é claro, encontrei este texto.
Pude reler e ficar mais uma vez aliviada vendo que continuo na luta contra o "Quase" na minha existência.
O quase
Luis Fernando Veríssimo
31 de março de 2006 – Jornal O GLOBO
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
É engraçado ler alguma destas mensagens depois de três, quatro anos....Analisar o conteúdo fora do contexto e do envolvimento da época só confirma que não temos certeza de absolutamente nada e que não existe mesmo o "para sempre" neste plano.As coisas mudam o tempo todo e demais.
Em um destes e-mail´s pontuais, com uma mensagem boa é claro, encontrei este texto.
Pude reler e ficar mais uma vez aliviada vendo que continuo na luta contra o "Quase" na minha existência.
O quase
Luis Fernando Veríssimo
31 de março de 2006 – Jornal O GLOBO
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Assinar:
Postagens (Atom)
