domingo, 29 de novembro de 2009

Bons Amigos

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

sábado, 28 de novembro de 2009

Era uma vez uma menina que se perdeu do amor

Era uma vez uma menina, que desde bem menina...Tinha muitos amores. Uma legião de fãs apaixonados.E esse amor era recíproco..A Menina tinha um namoradinho em cada pré-escola, vivia da "paixonite infantil".
Essa menina foi crescendo e o amor para ela, foi amadurecendo.E daí conheceu um grande amor.
A menina tinha sua vida preenchida com esse amor e com outros meio-amores que vieram outrora.
A menina aos poucos e a duras penas, se tornou mulher. E como mulher conheceu outras formas de amar. Porém, sua trajetória sentimental teve uma queda brusca com o passar dos anos.
A menina-mulher pouco entendeu o que tinha acontecido. Afinal era tão legal-bonita-inteligente-interessante??? O que haveria acontecido???
O coração fechou prá balanço??? O amor se escondeu??? Muitas desilusões e feridas?Ou nessa vida só conhecemos um único amor???
Só sei que a "quase menina" hoje anda por aí, a procurar este sentimento que anda foragido.E já quase se acostumou a ter um coração vazio de certos amores.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fernanda Young na Playboy

Tá bom gente é mais um assunto besta. Mais achei o máximo ela posar! Como ela mesmo diz é a primeira vez, que uma capa da Playboy, tem 8 romances publicados. Ela provoca muita gente com este ensaio.Detona as mulheres hortifruti, ex-BBB´s, mulher fogueteira, sem-terra e os escambal, que já estamparam as capas da famosa revista masculina. Porque só elas podem ser "gostosas"? O esterótipo "bonita e burra" tem q ser quebrado, gente. Pelo amor de deus!

E mais, quem ditou que "o máximo da sensualidade e da polêmica" está em sair pelada na revista? Como ela mesmo disse "Meus livros são mais graves do que eu sair nua".

Reconheço todos os defeito da Young, mais ela arrasou no marketing dessa vez!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Amar É.... Ter mais de trinta é......



Lembram daquelas tirinhas Amar É? Os mais "experientes" irão se lembrar...
Os 32 se aproximam.....

TER MAIS DE TRINTA É:

....Sentir que seu corpo não aguenta mais aquele ritmo de noitada durante a semana e depois ir trabalhar no outro dia, novo em folha, como era há 5 anos....
....Comer o que quiser, sabendo que não mais, rapidinho perderá todas as calorias, sem muito esforço.
... Papo com as amigas agora basicamente é filho, marido e casa.(Não necessariamente nessa ordem, nem com todos os elementos).
... Saber que aquela sainha não pega mais bem, mesmo que suas coxas estejam "em cima" por causa da malhação pesada.
....sair para dançar e se sentir "coroa" no meio da moçada que está prestando vestibular no "point" do momento.
....Não precisar de companhia para fazer as coisas que gosta.
....Não precisar de dormir tanto.
....Desmitificar o sexo e encará-lo com mais naturalidade e liberdade. E saber exatamente o que quer e gosta.
....saber que ninguém morre porque não saiu no sábado à noite ou não foi naquele show que todo mundo vai.
....Sentir-se mais próximo da realidade e da vivência de seus pais
....Apertar o coração, quando olha prá trás e ver que ainda falta muito para realizar sonhos e projetos.
....Não ter mais tantas insegurança e medos bobo
....Sentir que o tempo tá passando rápido demais mesmo
....Ver sua filha na pré-adolescência
....Saber que tá meio tarde para virar hippie ou viver de teatro
....Sentir falta de um caminho espiritual com mais intensidade
....Ver que vc precisa ler muito mais
....Tomar um café é mais frequente do que "tomar uma"
....Comprar mais pijamas
....Comprovar por A+B que princípe encantado não existe e que é possível ter mais de um amor.
....Não ter mais paciência para papo furado
....Dar mais valor para família e amigos do que para um amor
...Ter a certeza que o tempo realmente é o melhor remédio
...Saber que vc tá mais perto da plenitude e liberdade da maturidade!
....E que mesmo por isso tudo vc ainda se sente jovem para muita coisa ainda.

sábado, 17 de outubro de 2009

Mercedes de Sosa- Volver a los 17

Fiquei chateada quando fiquei sabendo que Mercedes de Sosa se foi. Uma música que ela interpretou, em especial, ficou marcada para mim. Embalou minha infância durante muito tempo quando o LP de Milton Nascimento tocava em nossa vitrola. Meus pais sempre ouviam isso em casa. Não só isso mais muita MPB. Graças a Deus!
Prá quem não conhece! Confira! Belíssimo!
http://www.youtube.com/watch?v=BcID17wcZHU

Volver a Los 17
Milton Nascimento
Composição: Violeta Parra
Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Inferno Astral


Eita este inferno astral que me mata...Todo ano é a mesma coisa."Chega ni mim" dia 28e São Judinhas continue firme aí cumpadi.rs

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Disposição para o barraco

Tem q gente que ama um barraco! Arma barraco por coisa à toa. Coloca até palavras na sua boca, para arrumar motivo. Concordo com os barracos quando há alguém injustiçado na história. Mas armar por armar.Para apenas se fazer de vítima, chamar atenção ou coisa parecida...Cansa e muito.
Há pessoas que revezam o barraco por grupo familiar, ou preferem o barraco no trabalho apenas, ou só com o marido ou namorado.Vai saber? Se até a Tati Quebra- barraco reviu seus conceitos é hora de maneirar....
Briga tem hora, motivo e local.E como diz o velho e sábio ditado "Quando um não quer, dois não brigam".
10 hora da noite, por exemplo não é hora de arrumar barraco.
Peace and Love!
E pavio longooooooooooooooooooooooooooooooooo

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Crise!?

Esse post foi escrito quando houve o alarde da crise no mundo....

O mundo inteiro fala em crise. Pronto! Estourou a crise econômica nos EUA e o estampido foi ouvido nos quatro cantos do mundo. Sobe e desce bolsa. O preço do dólar despenca e tem pequena elevação, parece que estamos em uma montanha russa.

Para a mim esta crise existe, desde que o mundo é mundo. Independentemente de quebra de banco americano. A crise assola o bolso do trabalhador assalariado há um bom tempo. Muito antes de se ouvir falar em investimento, em compra de ação, Wall Street, Lehman Brother, títulos podres e outras coisitas mais.

A crise meu amigo, está dentro da casa da maioria dos brasileiros já tem muito tempo. O desemprego está do nosso lado, mesmo com todos os índices divulgados de aumento de carteiras assinadas, elevação de renda, desaceleração de inflação, preços e juros. Quem viu a euforia, o aquecimento na economia do ano passado? Você viu? Eu não. Nem meu bolso.

Por isso que para a maioria da população esta crise é indiferente. Quem tem poder de compra, continua comprando (apertando os cintos, é claro) e quem não tem...não tem e pronto.Continua pelejando, no arroz com feijão, no ônibus que não passa e vive cheio, nas contas sorteadas no final do mês e no saldo negativo que insiste em aparecer no extrato bancário.Isso se houver emprego e salário, porque senão, nem isso. As grandes empresas têm um bom tempo que estão demitindo para cortar gastos, o comércio anda falindo demais, as pessoas andam com baixíssimo poder de compra. “Crise. Que crise?!” Nosso presidente Lula se surpreendeu ao ouvir falar de crise.Aliás ele nunca vê crise em lugar nenhum. Ela tá aqui ó, amigo Lula há tempos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Desça do Salto!




Este post não é uma ode ao barraco. Pelo contrário. É uma crítica às mulheres que insistem em aliar o uso do salto à elegância. Como boa observadora das ruas, vejo aos montes, dezenas de mulheres se equilibrando em saltos altíssimos, andando “feio” nas calçadas. Às vezes em cima de sapatos com salto tortos (sim, sapatos baratos e de péssima qualidade), as mulheres “patas chocas” acreditam estar “abafando” pelas ruas esburacadas de Belo Horizonte.
Concordo que um bom sapato de salto (eu disse bom, de qualidade, não aquele da banca em liquidação por apenas R$ 29,90), que dê firmeza aos pés, deixa nós mulheres mais charmosas e “sexys”.
Porém, dito agora uma outra premissa: para andar de salto, minha gente, tem que ter talento! E isso eu não tenho decididamente. Como às vezes minha função profissional e o setor que trabalho exige isso, ou então em alguma outra ocasião mais especial, engano com um saltinho Anabela. Ou então se for alto, que tenha pelo menos o salto mais grosso....
Luís XV jamé! (Apenas uma ressalva: a sandália de salto fino e altíssima é exigida apenas em baile de formatura e casamento, para ficar sentada o tempo todo. Na hora de dançar, espere as havaianas que são distribuídas no final, ou então, leve a sua mesmo para você se jogar na pista,” linda, loira e japonesa”.)
Geralmente mulheres longilíneas (magras e altas) por motivos óbvios, ficam melhores e se dão melhor com eles. Basta ver os desfiles de moda, reparem na destreza e a imponência das tops, que domam seus sapatos que as deixam com quase 3 metros.
Se pudesse escolher sempre (todos os dias) trabalharia de rasteira, chinelinho e Allstar. Vou citar uma frase célebre de um amigo que ilustra bem o meu gosto por sapatos: “Helena, você ainda não tem idade para usar sapatos confortáveis”. Mas é tão bom sentir o pé quase no chão.
Meninas lembrem-se: descer do salto, literalmente falando, é sinônimo de elegância. Vamos usar os saltinhos com parcimônia.

sábado, 15 de agosto de 2009

Poema Surrealista

E eu que achei q nunca poderia escrever um poema ta aí:


Dúvida, superficilidade da vida em silêncio

Edward Félix, Shelmer Gvar e Helena Pawlow

Simples não posso fazer
Sentir pessoas pensar sentimentos
amar no nada aproximando do desconhecido
e assim caminhando sem ter onde
conversa furada papo fiado
entre chopp e cigarro
poema e caneta sem tinta
penso que posso ir adiante
cada par uno
cada uno todo
sem nada
cada nada sem uno
unidade é nada
ainda ei de ser nada
e quando for nada
serei tudo

domingo, 2 de agosto de 2009

Férias:Game Over

Andei sumida.20 dias de FÉRIASSSSSS, que infelizmente acabam hoje.Acho que mais 50 dias não seria nada mal.rs (Ainda chego lá, minha gente!)
Primeiramente fui para São Paulo visitar amigos queridos que me acolheram e me apresentaram a verdadeira capital do país. (Vou deixar as minhas impressões sobre sampa para outro post).Uma semaninha bacanuda sem lenço e sem documento, à moda Caetano mesmo. Pude experimentar todas as nuances da vida paulistana.
Emendei Sampa com a Rio. Nesta etapa de minhas lindas e preciosas férias (tá parecendo redação de colégio kkkk)fui para Cabo Frio com a família.
Como bons mineiros sempre vamos para a região dos Lagos ver aquele marzão de meu deus,lindo e gratuito para deleite da nossa alma e do nosso coração.Delícia!
Exercitei o "Carpe Diem" no turbo....

Menos rotina e mais vida!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Virgínia Wolf

"Sobre o imenso continente da vida de uma mulher recai a sombra de uma espada. De um lado dessa espada está a convenção, a tradição e a ordem. Onde tudo é correto.Mas , do outro lado dessa espada, se você for louca o suficiente para atravessar a sombra e escolher uma vida que não segue a convenção, tudo é confusão. Nada segue um curso regular."

"Realmente, eu não gosto da natureza humana a menos que esteja toda temperada com arte."

"Como mulher eu não possuo país. Como mulher, meu país é o mundo todo"

"Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu os meus amigos."

sábado, 4 de julho de 2009

Quem vive o "quase" já morreu

Tenho mania de guardar alguns e-mail´s que já recebi. Mensagens eletrônicas que já representaram muito e hoje são só lembranças boas e algumas ruins.
É engraçado ler alguma destas mensagens depois de três, quatro anos....Analisar o conteúdo fora do contexto e do envolvimento da época só confirma que não temos certeza de absolutamente nada e que não existe mesmo o "para sempre" neste plano.As coisas mudam o tempo todo e demais.
Em um destes e-mail´s pontuais, com uma mensagem boa é claro, encontrei este texto.
Pude reler e ficar mais uma vez aliviada vendo que continuo na luta contra o "Quase" na minha existência.


O quase

Luis Fernando Veríssimo

31 de março de 2006 – Jornal O GLOBO


Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.



Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.



Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.



A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.



Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.



Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

sábado, 27 de junho de 2009

Desregulamentação da minha profissão e a partida do Michael




Ando sem tempo e sem inspiração para escrever. Mas ao mesmo tempo me sinto mal de deixar esse cantinho laranja desatualizado. Afinal, acho que tenho leitores assíduos, né mãe?! Rsrsrsrrsr Mas deixando a brincadeira de lado, quero falar de duas coisas que já estão no circuito há muito tempo. Primeiro o que fizeram com a minha profissão:
"Nós jornalistas diplomados, fomos surpreendidos pela lamentável e revoltante decisão do STF que acaba com a obrigatoriedade do diploma." A profissão que já anda bem capenga há muitos anos, sem representatividade alguma, com baixíssimos salários, sobrecarga de trabalho e com escassez de vagas no mercado está fadada ao fim, diante da decisão do ilustríssimo ministro Gilmar Mendes.
Qualquer pessoa hoje poderá exercer o jornalismo!!? Indignação é apenas um dos sentimentos que nos invade. A decisão parte do pressuposto que para exercer a profissão não é necessário aporte científico e treinamento específico. Ah é ??? Quem irá nos ressarcir dos 4 anos investidos em um banco de uma faculdade? Acabamos de perder as ínfimas garantias que tínhamos de alguma fiscalização nas grandes empresas jornalísticas.
Sinto um ranço de revanche do judiciário que muitas vezes teve sua caixa preta remexida pela grande imprensa, realmente comprometida com a verdade. Querem calar a nossa voz, de vez agora. O que nos impulsionará agora? Até então era a vocação e o amor pela profissão, apenas... Mas e agora ???? E a pimenta vai arder no olho de outros por aí, de acordo com nosso amigo Mendes, outras profissões terão mesmo fim.....Pronto, desabafei.


Agora vou aproveitar para “chorar” a perda do nosso querido Michael......Até agora não dá para acreditar que o nosso rei do pop, se foi. Como suas músicas, embalaram minha infância, pré- adolescência e adolescência.....
Imbatível astro, que impactou e revolucionou a indústria fonográfica mundial. Tá certo que como bom e velho super star, tinha lá suas bizarrices. Parte verdade, parte intriga da mídia e parte jogada de marketing, porque não?. Hoje nada disso mais tem importância...O que vai ficar guardado na memória com grande saudade é seu “moonwalking”, sua musicalidade e as batidas de suas canções pop perfeitas.

sábado, 13 de junho de 2009

Alegria de viver! Um post de auto-ajuda


Viver é bom gente! Apesar de tudo, de todas as pedras que a gente encontra no caminho. Vivenciar esta vida é algo maravilhoso. Não interessa de que forma vc viva. Mas usufrua da sensação de estar vivo!Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que a vida é um mar de rosas, que não é. A vida bate, e muito. Mas tudo é um aprendizado para a nossa evolução. Seria muito chato se tudo fosse perfeito e agradável.Os altos e baixos nos dão força para seguir e continuar sempre.Quando posso agradeço o privilégio de respirar, de ver mais uma dia nascendo.De poder conviver com as pessoas que amo.É bom se permitir! Usufruir das coisas boas da vida. Exagerando de vez em quando. Porque não? Passa rápido demais a existência!
Tá certo. Eu reclamo prá caramba (n é a tôa o nome do meu blog). Mas eu gosto muito da vida. Quem me conhece, sabe disso.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

"Decepção não mata, ajuda a viver"

Quem inventou esta frase é um grandissímo mentiroso. Se decepcionar com as pessoas mata sim, mas aos poucos. Só ajuda a sermos menos ingênuos e mais medrosos.

"Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura" (Dança da Solidão-Paulinho da Viola)

Deus te ouça Paulinho!

domingo, 24 de maio de 2009

Só desta vez não vou chorar pitangas

Ouvindo a música deveras piegas do Titãs "Epitáfio" resolvi listar neste singelo espaço e também ultimamente deveras "taciturno", as melhores coisas da vida. Para subir o astral desta segundona brava e deste blog reclamão.
Não estão em ordem de importância, mas são as coisas que ao meu ver fazem bem para nossa vida em vários aspectos. Só desta vez não vou chorar pitangas:

- Dormir uma bela noite sono, sem horário para acordar
- Assistir um filme no DVD debaixo do edredom comendo pipocas com seu amor
- Dar gargalhada
- Filhos
- Estar rodeado de verdadeiros amigos
- Dançar
- Ouvir boa música
- Vestir roupa nova
- Sexta à noite
- Dia de sol
- Achar um $ guardado no bolso da calça perdida no armário, quando vc tá sem nem um centavo
- Tomar coca gelada em uma manhã de ressaca
- Sexo com amor
- Ler um bom livro
- Perfume
- Amamentar
- Poesia
- Chocolate
- Pisar na grama descalço
- Noite estrelada
- Café Quente
- Beijo na boca
- Internet
- Chopp gelado e sambinha de raiz
- Cafuné
- Salão de Beleza
- Viajar
- Nadar
- Abraço
- Festa
- Pimenta
- Banho demorado e quente
- Meditação
- Cheiro de chuva
- Gentileza
- Um bom papo
- Amor de mãe
- Massagem
- Paz de Espírito

terça-feira, 19 de maio de 2009

Saber envelhecer?

Hoje uma balzaquiana semi-convicta me pego diversas vezes com muita saudade dos meus 20 anos. Como era bom ter poucas preocupações,tudo era bem mais leve.
É muito hipocrisia uma mulher dizer que sente melhor agora do que quando era mais nova.Principalmente quando somos mulheres, o tempo para nós fêmeas é um péssimo inimigo.
Quanto temos 20 anos o amanhã é bem distante. Os momento bons duram uma eternidade e os ruins são rapidamente esquecidos e não deixam tantas marcas como hoje.Temos muitos mais amigos, mais paixões. Arriscar, nos atirar é mais fácil e cômodo.
O ideal e a esperança são latente e a vida se apresenta com muitas diversidades e opções para trilhar, mais prazeres nos são permitidos.Com 20 anos não corremos atrás dos sonhos, mas voamos.

domingo, 3 de maio de 2009

O sexo frágil e o Mundo Moderno


Em dos meus papos cabeça com minha mama, betinha, comentamos como os homens ainda dominam o mundo, os espaços. Apesar de toda luta feminista pela nossa emancipação, ainda continuamos não podendo andar em qualquer lugar sozinhas à noite, nem ao menos tomar um chopp sozinha tranquilamente em um bar , sem sermos abordadas ou confundidas com prostitutas.
Continuamos sim ganhando menos que os homens, ocupando menos cargos de chefia nas empresas, continuamos sendo aquelas mulheres de décadas atrás , só que tendo que trabalhar fora e com zilhões de outras cobranças da sociedade, da família, dos filhos e etc.
Agora temos que ser além de boas mães, esposas e profissionais. Temos que ser também magrinhas/saradas/turbinadas, sensuais/vaidosas, inteligentes/cultas. Além de viajadas,antenadas, ecologicamente e "ginecologicamente" corretas entre outros atributos dignos de uma heróina de história em quadrinhos e filme de ação.
Agora sempre me pergunto que vitória esta que o feminismo prega? Se o fárduo ficou muito mais pesado para nós "mulherzinhas".
Quero queimar meu sutiã de bojo!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Brincar de eternidade sem culpa nenhuma

Benditas
Zélia Duncan
Composição: MartÂ’nália - Zélia Duncan

Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas


A vida é curta
Mas enquanto dura
Posso durante um minuto ou mais
Te beijar pra sempre o amor não mente, não
mente jamais
E desconhece do relógio o velho futuro
O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Correntes paranóicas e outras “inutilidades” públicas da Web

Recebo diariamente em meu e-mail pessoal uma série de correntes paranóicas. Se formos ficar alarmados com todos os “novos golpes” que são divulgados, nem saímos de casa. Já foi comprovado que muita coisa que é divulgada nestas correntes, é mentira pura.
De cabeça, consigo lembrar de alguns que recebi:
Tem o golpe do ácido dos meninos de rua;
Tem o golpe do perfume;
Tem o golpe do papel que tampa a visão do vidro do carro;
Tem o golpe da bebida, estilo "boa noite cinderela" que deixa a mulher estéril para o resto da vida;
Tem o primeiro prato contaminado do self
Tem o limão no copo que mata e por aí vai....
Um dia desses recebi um ótimo que juntava todos estes novos “golpes” de uma forma super engraçada. Pena que não guardei , senão postava aqui.

Sem falar naqueles e-mail´s que falam que se encaminharmos para um número X de pessoas ganhamos um prêmio, ou ajudamos uma criança com uma doença grave. No último caso, a causa é justíssima. Porém repito: antes de encaminhar esta corrente “prá frente” é bom checar se a informação é verídica.

Outra coisa chatinha são os inúmeros arquivos ppt com fotos “fofinhas”, músicas cafonas e mensagens de auto-ajuda, mega batidas. Além de ter vírus prá chuchu, demora demais para baixar e a grande maioria não tem nada a acrescentar.(Ops, rimou!)

domingo, 26 de abril de 2009

Sobreviver aos prazeres da carne

"Eu acredito no prazer da carne e na solidão irremediável da alma."
(Hjalmar Soderberg)

Quem dera se o nosso corpo respondesse aos que a alma nos pede. Ai! Como nossa alma pede que sejamos mais moderados na comida, nos doces, na "cervejinha", na preguiça....
Vivemos nesta infinita dualidade entre o que nos convêm e o que nos dá prazer. O ser humano se boicota o tempo todo. "Ai trabalhei tanto. Mereço essa cervejada".
Ai! Hoje é domingo né, qual o problema de entrar de cabeça nesta feijoada? (aí vai abaixo aquele regime de pão e água da semana inteira)E tantos outros exemplos....
Porque a gente se boicota tanto? Sou contra a rigidez. Mas a busca imediata por estes "prazeres instatâneos" nos impede de atingir metas e realizar sonhos. Quem nunca deixou de estudar para ir a um churrasco ou fazer um monte de outras coisas muito mais gostosas?
Eu sou uma que não passei na segunda etapa do vestibular da UFMG para odontologia, simplismente e logicamente, porque era muito melhor namorar.
Mas por um lado, foi até bom. Nunca me vi tratando dentes alheios.....

sábado, 18 de abril de 2009

Um romance a qualquer preço

No afã de amar e querer ser amado, cometemos muitos desatinos.Qualquer um passa a ser alma gêmea, cara metade. O primeiro que te lança um sorriso branco. Que te chama de linda e te acaricia os cabelos. Migalhas de atenção, já bastam. O que interessa é ter um romance, custe o que custar. Na maioria das vezes o custo é bem alto.Custa lágrimas,custa seu tempo precioso com alguém que não merece.A ilusão de um envolvimento amoroso, geralmente acaba sempre mal.Dor de cotovelo na certa para o lado desiludido, é claro.
Encontrei na multidão, uma destas "paixonites" forçadas de muito tempo.A satisfação da maturidade de ter esta consciência hoje, paga todo esse desgaste passado.
Me perdoe os clichês, mas a leveza e espontaneidade de um verdadeiro amor não tem preço.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Adélia Prado

"Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô."

terça-feira, 31 de março de 2009

O mundo pesa muitos quilos

Porque nossa trajetória de vida se destaca pelo quanto somos aceitos pelos outros? O que é interessa é se somos "bonzinhos", politicamente corretos, damos esmola para o pedinte no sinal. Somos "equilibrados" e se vamos à missa aos domingos.Temos carteira assinada, conta no banco, endereço eletrônico e residência fixa. Reputação ilibada, bons antecedentes e excelentes referências. Posição social. Qual é o seu sobrenome, de que família você é?"Será que você sabe com quem está falando"?
É um saco isso, definitivamente. Devíamos ser aceitos proporcionalmente ao tamanho do nosso coração, pela nossa capacidade de perdoar e de ouvir o outro. Pela pureza das nossas intenções.E só.Devíamos ser avaliados pelo brilho dos olhos somente.
Certo gente, vou confessar tem horas dá vontade de largar tudo e vender bijuteria na rua de saião e chinelo de couro.Essa vontade é proporcional ao meu nível de stress.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Porque não aliviei aquela dor imensa?

Então, não consigo tirar da mente aquela cena. No momento que me vi naquela situação me senti pequena, vil. Ocupada na minha vidinha mais ou menos. Tive piedade da minha própria pequeneza. Meus olhos se encheram de lágrimas diante da minha inércia. Aquele pobre ser vivo andava ao meu lado com uma imensa ferida.Precisava de cuidados. Precisava de alguém que o salvasse. Eu e todas as pessoas que caminhavam naquele momento, assim como eu, olhavam o sofrimento e nada faziam, alguns se impressionavam comentavam sobre aquele imenso buraco no lombo do animal.Porque não o peguei no colo? Porque deixei escapar a oportunidade de aliviar aquela dor imensa?
O cão atravessa a rua na frente dos carros, sua aflição era tamanha, que a morte talvez fosse mais confortável naquele momento.Observei a tudo.Por segundos passou pela minha mente a possibilidade de esquecer a hora marcada e me entregar à salva-lo. Mas o que poderia fazer? Para onde levá-lo? E se ele me atacasse?
De que adianta tanta compaixão se não há ação?

sábado, 21 de março de 2009

Teto de Vidro

O ser humano facilmente julga e critica. É fácil apontar os defeitos alheios, mais comôdo o outro ser sempre o culpado, o errado, o vilão. Porque não "prestar mais atenção no próprio umbigo"? Do que vir com aquelas "conselhos, receitas de vida perfeita" que você nunca seguiu?
"O mundo conspira contra mim e eu sou um mártir,injustiçado e incompreendido." O outro é sempre o errado. Mais fácil agir assim. Difícil e olhar para dentro de si e ver que você também tropeça, escorrega e cai, por muitas vezes.Dá mais trabalho compreender, respeitar, tolerar, ponderar, ajustar.....
Atire a primeira pedra! O seu teto é de vidro?

sábado, 14 de março de 2009

Resiliência para os sonhos que ainda não foram realizados

A sala, geralmente é pequena (só é grande se vc ocupar um cargo altíssimo, ou se você é o dono da empresa, neste caso a descrição abaixo não se aplica).
O Ar condicionado "no talo", ou na falta dele, um calor causticante. Vestimenta: Roupa Social ou uniforme (certamente não é a roupa que te dá prazer em usar em um final de semana de sol). Seus colegas de trabalho, geralmente são pessoas que você convive mais do que sua própria família durante todo o dia, mas não tem desta 1% da intimidade e nem mesmo identidade com a maioria deles.(Atenção! Não que seja impossível não termos amigos no trabalho, estou generalizando tudo, me entendam bem!!!!!!!!!!Tenho vários amigos q fiz no trabalho.)
Trabalho.Produtividade, assertividade. Mesa cheia de papéis, prazos correndo, dezenas de e-mail´s para responder e o telefone não pára, (falo do celular também. )Prazos, urgências, compromissos, reuniões.Agora temos os termos estrangeiros que viraram moda no mundo do trabalho e que contribuem mais um "CADINHO" para o nosso stress: networking, expertise....
E o frenesi continua após o horário do almoço. Dezenas de e-mails ainda entopem sua caixa de entrada, sua mesa repleta de recados pedindo retorno de ligações. Você pensa: É preciso ter resiliência.
Para não se isolar totalmente da sua vida pessoal e você não se consumir apenas em um ser profissional, vc faz um telefonema para casa ou então marca uma consulta médica e olha sua conta bancária no negativo, para variar...As horas passam e o relógio de ponto espera a hora fatídica do final do dia e você espera o fim da semana em plena segunda-feira. Você não sente sua respiração mais, bebe café até não poder mais e toma um comprimido para dor de cabeça. Não tem tempo de olhar para o céu azul q brilha numa tarde gostosa de uma quarta-feira, às vezes não sabe se está dia ou noite, se chove....Termina o dia tendo a sensação que muita coisa ainda faltou fazer no dia que já quase terminou.E olha q vc ficou sentado em frente ao seu computador por quase 10 horas ininterruptas....Ainda há muito o que fazer......
Fim da tarde, sua hora chegou, mas você ficará mais 1 ou duas horas fazendo hora-extra, porque precisa entregar aquele relatório amanhã bem cedo.Faz o que gosta e se dedica de corpo e alma para o q foi determinado q faça.E se lembra que é presico ter resiliência, diante das adversidades profissionais. Porém, a vida passa. Um monte de planos ainda estão engavetados, junto com aquela pilha de papéis que se misturam na poeira. Quantos dos seus sonhos já se realizaram?

domingo, 8 de março de 2009

Os mestres da conquista


Este ano coloquei mais uma meta em minha vida. Todo mês comprarei um livro, cd ou DVD. Putz, a gente gasta com tanta besteira.Gastar 20 ou 30 conto por mês, não vai me deixar mais pobre, ainda mais gastar com cultura, que nunca é supérfluo. Pois então, nesta saga de encontrar "o livro" do mês de fevereiro, eis que me deparo com : "O jogo - A bíblia da sedução" de Neil Straus. O cara é um jornalista especializado em rock que escreve para The New York Times e para a revista Rolling Stone.(Além do título sugestivo, o currículo deste homem da foto acima, me chamou atenção e resolvi adquiri-lo.)

O livro tem mais de 400 páginas, e conta a saga deste jornalista, cansado dos fracassos na arte da conquista, que se propõe a infiltrar em grupos de homens especializados na arte de seduzir mulheres. São grupos muito organizados, que realizam workshops nos EUA para ensinar à outros homens (também frustrados com sua vida sexual), como levar mais "uma para a cama".Isso mesmo! Tudo milimetricamente pensado, frase prontas, olhares e gestos sugestivos, com um único objetivo final: traçar mais uma.
Quando você começa a ler o livro, vc acha que é não é real. Porém as situações retratadas coincidem muito com o que vc "fêmea", vive no cotidiano da sedução. Aquele papinho furado masculino se encaixa como um quebra-cabeça e tudo começa a fazer muito sentido. O lance de seduzir é uma arte. Existe técnicas, basta escolher o alvo.É bastante assustador no meu ângulo de alvo...
Acho que o assunto vem muito a calhar neste dia: 8 de Março "Dia Internacional da Mulher". Minha visão "poliana" ainda acredita que a mulher também seduz, mas não dentro deste "jogo sujo". A mulher se deixa ser seduzida sim, mas não para ser mais um número de telefone na agenda daquele homem, que talvez apague ao virar a esquina .Ela deixa ser levada para ser amada, puro e simplismente. Não para ser abatida e contabilizada no ranking "dos comedores" que saem contando aos ventos seus "feitos fálicos".É muito comum ouvir de uma mulher que ela vai sair "para pegar homem"? Muitas de nós mulheres, cansadas de tanta falta de amor se renderam totalmente à esta conduta masculina e dão o troco na mesma moeda. Não acredito que isso seja verdadeiro, no fundinho, essa mulher que diz querer apenas saciar seus desejos carnais, ainda quer se apaixonar, andar de mãos dadas e tomar sorvete na praça da liberdade olhando as estrelas e fazendo juras de amor eterno.

domingo, 1 de março de 2009

O “solilóquio” nosso de cada dia

Adoro observar, prestar atenção às coisas que estão ao meu redor. Quando estou com tempo gosto de observar os rostos das pessoas desconhecidas nas ruas. E existe lugar melhor para isso que o centro belohorizontino? Miolinho pitoresco esse, que parece um formigueiro. Só descansa em dia de domingo, feriado e durante a madrugada.
Dia de semana é sempre assim: cheio de gente prá lá e prá cá, se esbarrando, correndo contra o tempo atrás de não sei o quê. Olhando nos relógios, nas vitrines. Ou buzinando dentro de seus automóveis no trânsito engarrafado da Av. Afonso Pena, em hora de rush.
Cada um com suas particularidades, num anonimato do cotidiano de uma capital como outra qualquer. O que mais me intriga (inclusive já troquei experiências com amigos meus) é o número de pessoas que falam sozinhas nas ruas. Isso mesmo! Comecei a observar. Parece esquisitice, mas é possível ver cidadãos mantendo um diálogo longo com seus próprios “botões”. Gesticulam, riem, fazem expressões de discordância, mas ao seu lado não tem ninguém.
Você, que lê este texto agora deve estar achando que me refiro a esses “loucos de pedra” que vemos perambulando pelas ruas. Pelo contrário, na maioria das vezes são executivos engravatados, jovens estudantes, mulheres impecavelmente vestidas, símbolos da normalidade. Tentei achar motivos plausíveis para explicar porque isso acontece. De imediato culpei o stress. Essa vida agitada, essa correria, deixa as pessoas meio desorganizadas psicologicamente. Depois pensei nos problemas do cotidiano que nos deixa meio “pirados” e às vezes falar sozinho é a única forma que essa gente tem de extravasar. Pensar em voz alta, talvez. Pode ser crise econômica também. Afinal tudo é culpa da bendita ......
Mas, outro dia ao observar minha filha falando sozinha com suas bonecas, lembrei do “amigo imaginário” da infância. Quem nunca teve um?
As crianças inventam esses amiguinhos invisíveis nos quais ficam horas conversando, brincando e rindo também. Os psicólogos admitem ser saudável isso e vêem nesse comportamento infantil um meio da criança desenvolver sua imaginação e criatividade.
Até um nome poético para o ato de falar sozinho encontrei: “solilóquio”. E pasmem! Existe o verbo soliloquiar no dicionário, que é o mesmo que monologar.
Comecei a perceber que esse negócio de sair por aí aos ventos “parlando” consigo próprio não é assim tão estaparfúdio ....Até no Aurélio tem.....
Quantas vezes vemos um motorista com rádio ligado cantando alegremente em seu carro, mas sem passageiros. Aquele homem falando ao celular ali do outro lado da rua, grita e esbraveja, aponta para uma direção, mas cadê o receptor? É cômico e não consigo segurar o riso...
Mas não é que me peguei também rindo sozinha assistindo a uma comédia de TV, e comentando sobre algo absurdo naqueles jornais sensacionalistas de final de tarde.... Revisando este texto em voz alta....Olhei para o lado: ninguém! Epa!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Belo Horizonte não tem carnaval. Ainda bem....

Todo mundo sabe disso.....Neste momento podemos dizer que 80 % do belorizontinos estão longe daqui. Ou em alguma praia do reduto mineiro (Cabo Frio- Porto Seguro-Guarapari) ou então em algum cidade histórica abarrotada de gente de tudo quanto é canto.Eu por vários motivos, que não vem ao caso e também estou com preguiça de citar, (definitivamente não foi por falta de convite), estou na "cidade fantasma" que vira BH no Carnaval.Dá para descer a Avenida Afonso Pena rolando e pelada.Não tem fila e não tem trânsito. Para quem anda estressado, como eu no momento, é ótimo para descansar. Dormir, comer, andar de carro, caminhar na rua sem eira nem beira, ir ao clube,ouvir música, ir ao cinema etc...etc...etc.
Eu me encontro no "famoso Bloco do Eu Sozinho" da música do Los Hermanos e muito bem obrigada.Por favor não pensem que não gosto de folia. Gosto, mas faço isso em várias outras épocas, sem ter que passar por todos os contratempos que o período "festivo" oferece.
Minto gente...Acabei de lembra que BH tem carnaval sim" na via 240 , em Vespasiano e Nova Lima. Só que tem um detalhe, lá ninguém tá cantando a "Cabelereira do Zezé" ou "Bandeira Branca" com aqueles dois dedinhos indicadores inocentemente levantados, com batalha de confete e serpentina....

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mais Carne e menos músculo Por Xico Sá

Amo demais este cronista. Nada mais vem à calhar do que este texto em época de "ziriguidum e balacabaco".Suas crônicas também são publicadas toda sexta no Jornal Mineiro "O Tempo"


MODOS DE MACHO - Mais carne e menos músculo

(BR Press) - Minha amiga D., fornecedora de grandes motes para este cronista muitas vezes perdido e sem assunto, debate comigo: “Cadê a carne do carnaval dos últimos desfiles, a carne que deu origem ao batismo da festa religiosa, agora só vejo músculos, como se todas as mulheres da avenida tivessem virado travestis”, ela protesta. “Lembra as carnes balançando diante das câmeras, o grande e lindo açougue humano?”, a mesma moça decente cutuca os sovacos da polêmica. Eu dou corda, a discussão é mais que procedente, não acham?
E não vale apenas para as passarelas e avenidas. Vale para tudo nesse mundo. Repare bem, não estamos tratando de gordas e magras, de uns quilinhos a menos e de uns quilinhos a mais. O nó é mais embaixo.

O que pega, amigo, é a falta de maciez mesmo, a confortável amaciante das carnes das moças, air-bags que nos protegiam contra a dureza e grosseria do mundo, aquela coisa reconfortante, colo para além do simplesmente materno, aconchego, “venha para cá meu nego”, o homem é a terra, é a luta, a batalha, mas também o repouso do guerreiro.

Músculos de zagueiro

Esses corpos da avenida não são mais os corpos originais de mulheres para os quais fomos sentimentalmente educados. Claro, acostumamos, mulheres são mulheres e padrões publicitários são padrões publicitários.

Mas, amigo, é muito músculo forçado, muita academia mesmo, elas estão mais fortes do que todos os zagueiros que enfrentamos nas nossas peladas amadoras. Sim, entendo, não pode relaxar muito, questão até de saúde, tem que correr, Lola, fazer algum esporte, mas, peraí, sem exagero, moça.

Até pode ser uma boa onda transar com uma musculosa dessas, tipo capa de revista, afinal de contas estamos drogados por estas imagens que poluem o branco dos nossos olhos a cada segundo, mas, amigo, é desconfortável demais da conta dormir com uma criatura dessas. Amanhecemos todo quebrado, todo dolorido, é como se dormíssemos com o Mike Tyson.

Com o microfone, nessa tribuna livre sobre o tema, ele, Roberto, o rei: “Gosto de me encostar/ Nesse seu decote quando te abraço/ De ter onde pegar/ Nessa maciez enquanto te amasso.” É aquela canção sobre as cheinhas, bela elegia. O rei é meio marqueteiro sentimental, mas o cara sabe das coisas, com a ajuda da pena e dos acordes do Erasmo, claro.

Ora, uma perna pode ser bonita sem ser obrigatoriamente tão musculosa, tão perna de traveco ou de homem. Assim valendo também, lição primária de anatomia, para braços, barrigas, rádios, perônios.

Mais carne e menos músculo, sr. açougueiro do balcão da humanidade, e um contrapeso de coração, se é que você me entende, se é que não é pedir muito em pleno carnaval de Pernambuco, o melhor carnaval de todas as galáxias de todos os tempos.

& MODINHAS DE FÊMEA

Como já é tradição, recomendo, vale para quem brinca, vale para quem se retira, escute agora mesmo, no vinil ou no MP3, na rádio Educadora do Crato ou na Inconfidência de Minas, a mais linda canção para este período. Com vocês, Antônio Maria, dele e de Luiz Bonfá, “Manhã de Carnaval”: “Manhã, tão bonita manhã,/ Na vida, uma nova canção Em cada flor, o amor,/ Em cada amor, o bem/ O bem do amor faz bem/ Ao coração.../Então vamos juntos cantar,/O azul da manhã que nasceu,/O dia já vem.../E em seu lindo olhar / Também, amanheceu.../Canta o meu coração,/A alegria voltou/Tão feliz na manhã/Desse amor..."

(*) Xico Sá é colunista da BR Press. Fale com ele pelo e-mail xicosa@brpress.net. Ou pelo Blog do Leitor, no site www.brpress.net

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Voltei agora para ficar....

Gente chegou 2009!!!!!(Aliás já tá chegando é o Carnaval.....)
Prometo que em 2009 cuidarei mais do "Pitangas". Divulgarei mais as minhas sandices....Inclusive ele está em construção... Estou repaginando seu layout, ficará mais a cara a dona....Estava muito clean para o meu gosto.Estou experimentando cores e formas, no meu raro tempo vago....
Esperem e verás!