segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Paixão tem prazo de validade?

É engraçado pensar nas paixões que já tivemos. No auge do sentimento parece que tudo o que se vive é eterno. O beijo, o toque, o cheiro, o sorriso, o brilho nos olhos, as palavras, os planos para o futuro. Parece que nunca terá fim. Mas, como todos sabem: tem. Às vezes demora anos, meses, semanas ou dias. Mas que o “quentinho” do coração, um dia vai embora, isso vai.

Estranho é encontrar alguém com quem se viveu momentos intensos, de muita intimidade, quase “uma só carne” e se resumir a um: Oi Tudo bem? Isso, quando o término foi superado de forma bacana. Se não, é virar a cara na rua, abaixar os olhos e evitar qualquer tipo de diálogo. Ou pior ainda, vira inimigo mesmo e todo aquele amor vira ódio, e ponto final.

Quando encontramos um ex- parece que passa um filme na cabeça. Putz! Essa pessoa que cumprimento com um sorriso amarelo nos lábios, já dormiu do meu lado, sabe de inúmeras coisas íntimas minhas e agora é uma pessoa bem distante. Não representa mais tanto como naquela época, no máximo "um bem querer", um sentimento de “boa sorte” na vida. Tudo que foi vivido tão apaixonadamente é apagado pela borracha do tempo. E vira passado. Página virada. Só ficam as lembranças boas de alguns momentos em fotos e poucas linhas de um cartão de aniversário, ou em um bichinho de pelúcia empoeirado em cima do armário.

Mas nessa situação de paixão que vai, existe um caso mais triste. Quando “ela vai” para um, e “não foi” ainda para o outro. A famosa “dor de cotovelo”. Aí é mais dolorido ainda, principalmente quando a figura já está em outra há muito tempo.
Confesso que ser o objeto do amor de um alguém, mesmo que não seja recíproco é bom. É confortante saber, que o coração dele ainda bate mais acelerado por você. Passa o tempo, outras pessoas aparecem na sua vida e daquela pessoa, mas existe um cantinho que ainda é seu. Pode ser egoísmo, mas é delicioso saber que alguém apesar de tudo, ainda te quer muito bem.E isso não dá para esconder...(Uma coisa é fato: É mais confortável ser amado do que amar).

Pena que as coisas são muito efêmeras. Os amores então, nem se fala! Seria tão bom se toda aquela paixão do inicio perdurasse.... Porém isso tudo vai minando com o passar do tempo. E todo aquele cuidado que se tinha com o outro, vai se perdendo. Os beijos não duram tanto mais, e nem têm o mesmo gosto.

E o mais engraçado que mudam as pessoas, mas todo o relacionamento é isso. No ínicio aquela alegria e bem-estar: "Somos o par perfeito".Não existe defeitos no outro.O sorriso é uma constante nos lábios.Depois de algum tempo tudo muda, as brigas tomam conta dos suspiros.Os elogios são substituídos por ofensas.E o castelinho de areia dos sonhos vai se desfazendo aos poucos, até virar pó no vento.

Daí vocês devem estar se perguntando. Mas e aqueles casais que dão certo?Que conseguem manter a chama da paixão, mesmo com a rotina e os quilos a mais? Qual o segredo? Juro que não sei qual a fórmula. Com certeza se soubesse não estaria com uma lista tão grande de ex´s. Mas uma coisa me acalma: ainda bem que é muito mais difícil ter um ex-amigo.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

“Florbela espanca a gente”

Esse título foi uma frase de um amigo que descreveu muito sabiamente as obras da poetisa portuguesa Florbela Espanca. Por trás de seus versos sempre taciturnos e melancólicos, a maioria expressando sofrimento e dor, amor não correspondido e solidão, paixões avassaladoras e etc, há uma biografia triste de uma mulher transgressora e digamos até revolucionária para os padrões da época.
Para quem nunca ouviu falar dela, vou fazer uma alusão chula, (perdôo-me os fãs), diante da grandeza de Florbela. Basta recordar os versos da música Fanatismo na voz do cantor e compositor cearense Fagner.

“Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."

Não que odeie Fagner. Não é isso. Mas é que amo Florbela. E o sotaque dele definitivamente não combina com seus versos. Ainda mais alguém que gravou “Quem dera ser um peixe”. È inconcebível!

No próximo post continuo "espancando" vcs com sua biografia e outros versos....Aguardem!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O peixe morre pela boca

O peixe morre pela boca
Se todo mundo soubesse o poder que as palavras têm....Não sairiam por aí, despejando um monte delas em ouvidos alheios.... Para exemplificar isso:
"Quem fala muito dá bom dia a cavalo". (Lá vai mais um ditado popular para florear meu post)

Quando se fala muito se expõe. E se expor para um ser humano mal intencionado é o pior dos pecados. Quem nunca foi vítima de uma fofoca? Um disse-me-disse? Quem já brincou de telefone sem fio sabe que a informação chega totalmente distorcida no ouvido do último da fila.

Eu “visto a carapuça” (ops) e digo: Eu mesma sou uma que falo prá caramba. Falo, reclamo, e sou franca além do limite. Ás vezes abro demais minha vida pessoal para pessoas erradas. Sou sincera ao extremo com quem não merece.
Resultado: sofro muito com isso.

Como “boca fechada não entra mosca”, (vou usar só mais esse, prometo!) ficar calado e ouvir mais é mais confortável e mais seguro, principalmente em determinados ambientes.
As palavras deviam ser usadas só para o bem. Para elogiar e enaltecer. Infelizmente na maioria das vezes é o contrário. O dom de "parlar" é mais usado para julgar, para caluniar, para difamar e prejudicar. A “fala” também é muito importante quando temos que argumentar defender um determinado ponto de vista. Aliás, é elemento crucial para “se fazer ouvir”. Na verdade este post surgiu porque vivenciei recentemente algo nesse nível, e o meu silêncio foi crucial para não “dar com os burros n´água” (ops, esse escapou rsrsrs).

“O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.” (Sto Agostinho)