Amo demais este cronista. Nada mais vem à calhar do que este texto em época de "ziriguidum e balacabaco".Suas crônicas também são publicadas toda sexta no Jornal Mineiro "O Tempo"
MODOS DE MACHO - Mais carne e menos músculo
(BR Press) - Minha amiga D., fornecedora de grandes motes para este cronista muitas vezes perdido e sem assunto, debate comigo: “Cadê a carne do carnaval dos últimos desfiles, a carne que deu origem ao batismo da festa religiosa, agora só vejo músculos, como se todas as mulheres da avenida tivessem virado travestis”, ela protesta. “Lembra as carnes balançando diante das câmeras, o grande e lindo açougue humano?”, a mesma moça decente cutuca os sovacos da polêmica. Eu dou corda, a discussão é mais que procedente, não acham?
E não vale apenas para as passarelas e avenidas. Vale para tudo nesse mundo. Repare bem, não estamos tratando de gordas e magras, de uns quilinhos a menos e de uns quilinhos a mais. O nó é mais embaixo.
O que pega, amigo, é a falta de maciez mesmo, a confortável amaciante das carnes das moças, air-bags que nos protegiam contra a dureza e grosseria do mundo, aquela coisa reconfortante, colo para além do simplesmente materno, aconchego, “venha para cá meu nego”, o homem é a terra, é a luta, a batalha, mas também o repouso do guerreiro.
Músculos de zagueiro
Esses corpos da avenida não são mais os corpos originais de mulheres para os quais fomos sentimentalmente educados. Claro, acostumamos, mulheres são mulheres e padrões publicitários são padrões publicitários.
Mas, amigo, é muito músculo forçado, muita academia mesmo, elas estão mais fortes do que todos os zagueiros que enfrentamos nas nossas peladas amadoras. Sim, entendo, não pode relaxar muito, questão até de saúde, tem que correr, Lola, fazer algum esporte, mas, peraí, sem exagero, moça.
Até pode ser uma boa onda transar com uma musculosa dessas, tipo capa de revista, afinal de contas estamos drogados por estas imagens que poluem o branco dos nossos olhos a cada segundo, mas, amigo, é desconfortável demais da conta dormir com uma criatura dessas. Amanhecemos todo quebrado, todo dolorido, é como se dormíssemos com o Mike Tyson.
Com o microfone, nessa tribuna livre sobre o tema, ele, Roberto, o rei: “Gosto de me encostar/ Nesse seu decote quando te abraço/ De ter onde pegar/ Nessa maciez enquanto te amasso.” É aquela canção sobre as cheinhas, bela elegia. O rei é meio marqueteiro sentimental, mas o cara sabe das coisas, com a ajuda da pena e dos acordes do Erasmo, claro.
Ora, uma perna pode ser bonita sem ser obrigatoriamente tão musculosa, tão perna de traveco ou de homem. Assim valendo também, lição primária de anatomia, para braços, barrigas, rádios, perônios.
Mais carne e menos músculo, sr. açougueiro do balcão da humanidade, e um contrapeso de coração, se é que você me entende, se é que não é pedir muito em pleno carnaval de Pernambuco, o melhor carnaval de todas as galáxias de todos os tempos.
& MODINHAS DE FÊMEA
Como já é tradição, recomendo, vale para quem brinca, vale para quem se retira, escute agora mesmo, no vinil ou no MP3, na rádio Educadora do Crato ou na Inconfidência de Minas, a mais linda canção para este período. Com vocês, Antônio Maria, dele e de Luiz Bonfá, “Manhã de Carnaval”: “Manhã, tão bonita manhã,/ Na vida, uma nova canção Em cada flor, o amor,/ Em cada amor, o bem/ O bem do amor faz bem/ Ao coração.../Então vamos juntos cantar,/O azul da manhã que nasceu,/O dia já vem.../E em seu lindo olhar / Também, amanheceu.../Canta o meu coração,/A alegria voltou/Tão feliz na manhã/Desse amor..."
(*) Xico Sá é colunista da BR Press. Fale com ele pelo e-mail xicosa@brpress.net. Ou pelo Blog do Leitor, no site www.brpress.net
sábado, 21 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Voltei agora para ficar....
Gente chegou 2009!!!!!(Aliás já tá chegando é o Carnaval.....)
Prometo que em 2009 cuidarei mais do "Pitangas". Divulgarei mais as minhas sandices....Inclusive ele está em construção... Estou repaginando seu layout, ficará mais a cara a dona....Estava muito clean para o meu gosto.Estou experimentando cores e formas, no meu raro tempo vago....
Esperem e verás!
Prometo que em 2009 cuidarei mais do "Pitangas". Divulgarei mais as minhas sandices....Inclusive ele está em construção... Estou repaginando seu layout, ficará mais a cara a dona....Estava muito clean para o meu gosto.Estou experimentando cores e formas, no meu raro tempo vago....
Esperem e verás!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
O que significa liberdade?
Quem me conhece sabe, o quanto gosto de assistir filmes densos, que me fazem refletir. Não sou mais tão radical, como há mais ou menos uns 6 anos atrás, onde só considerava filmes que fossem estrangeiros, os chamados cult`s, de qualidade. Hoje me dou o direito de ver de tudo um pouco. (Não entram logicamente na minha lista Rambo, Duro de Matar, Filmes do Didi, e outras tosqueiras). Obviamente o meu tesão em assistir Comédias Românticas e filmes de ação é bem reduzido. Mas se não tiver outra opção assisto, comendo um balde de pipocas, feliz da vida. O mesmo para TV, atualmente vou do luxo ao lixo (para distrair e rir um bocado da falta de limite quando se fala em briga pela audiência).
Vi “A lenda”, “Últimos dias”, “Speed Racer”, Titanic.... Vejo desenhos animados da Pixar, da Disney, com a minha filha. Já vi outros tantos sucessos americanos de bilheteria, que valem a pena pelos efeitos especiais. E admito, estes e alguns outros detalhes colocam a indústria cinematográfica americana no topo em matéria de qualidade, logicamente não em todos os casos.
Ouvi um comentário besta um dia desses em uma TV universitária sobre o filme “Na natureza selvagem”.E me deparei com o dito “dando sopa” na estante da locadora do meu bairro. Roteiro e direção de ninguém menos que Sean Pean e baseados em fatos reais, o filme conta a história de um rapaz que resolveu “dar uma banana” para o sistema, “chutar o pau da barraca e ir de encontro à natureza. Parecia ser interessante.... Quem nunca teve vontade de largar tudo e ir morar na praia, vender água de coco, sanduíche natural ou bijuteria hippie?
O filme à primeira vista é monótono. Até o meio do filme, tive a impressão de ser a história muito fantasiosa, muito cor de rosa, para o meu gosto. A impressão foi desfeita com o desenrolar da história e percebi que tudo isso, inclusive a monotonia, é proposital.
Além de a fotografia ser fenomenal, (o ator filmou algumas vezes no Alasca) adorei o movimento de câmera. Tem cenas que “Alexander Supertramp” olha para diretamente para a câmera.
Conselho: Preste atenção nas falas. Sutileza e poesia o tempo inteiro. O enredo bate muito mais profundo do que a simples questão da necessidade do “desapego” às coisas materiais e a importância da liberdade e do contato com a natureza para o ser humano. Esbarra em outras questões cruciais e profundas na existência humana.
Acabei de ver o filme, extasiada pela bela história e apaixonada pelo personagem principal, Christopher McCandless (estrelado por Emile Hirsch). Não posso esquecer-me de citar a trilha sonora de Eddie Verder, com melodias lindas que dão um toque final à obra. Resumindo: para quem gosta da sétima arte é uma excelente pedida.
Vi “A lenda”, “Últimos dias”, “Speed Racer”, Titanic.... Vejo desenhos animados da Pixar, da Disney, com a minha filha. Já vi outros tantos sucessos americanos de bilheteria, que valem a pena pelos efeitos especiais. E admito, estes e alguns outros detalhes colocam a indústria cinematográfica americana no topo em matéria de qualidade, logicamente não em todos os casos.
Ouvi um comentário besta um dia desses em uma TV universitária sobre o filme “Na natureza selvagem”.E me deparei com o dito “dando sopa” na estante da locadora do meu bairro. Roteiro e direção de ninguém menos que Sean Pean e baseados em fatos reais, o filme conta a história de um rapaz que resolveu “dar uma banana” para o sistema, “chutar o pau da barraca e ir de encontro à natureza. Parecia ser interessante.... Quem nunca teve vontade de largar tudo e ir morar na praia, vender água de coco, sanduíche natural ou bijuteria hippie?
O filme à primeira vista é monótono. Até o meio do filme, tive a impressão de ser a história muito fantasiosa, muito cor de rosa, para o meu gosto. A impressão foi desfeita com o desenrolar da história e percebi que tudo isso, inclusive a monotonia, é proposital.
Além de a fotografia ser fenomenal, (o ator filmou algumas vezes no Alasca) adorei o movimento de câmera. Tem cenas que “Alexander Supertramp” olha para diretamente para a câmera.
Conselho: Preste atenção nas falas. Sutileza e poesia o tempo inteiro. O enredo bate muito mais profundo do que a simples questão da necessidade do “desapego” às coisas materiais e a importância da liberdade e do contato com a natureza para o ser humano. Esbarra em outras questões cruciais e profundas na existência humana.
Acabei de ver o filme, extasiada pela bela história e apaixonada pelo personagem principal, Christopher McCandless (estrelado por Emile Hirsch). Não posso esquecer-me de citar a trilha sonora de Eddie Verder, com melodias lindas que dão um toque final à obra. Resumindo: para quem gosta da sétima arte é uma excelente pedida.
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