segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Belo Horizonte não tem carnaval. Ainda bem....

Todo mundo sabe disso.....Neste momento podemos dizer que 80 % do belorizontinos estão longe daqui. Ou em alguma praia do reduto mineiro (Cabo Frio- Porto Seguro-Guarapari) ou então em algum cidade histórica abarrotada de gente de tudo quanto é canto.Eu por vários motivos, que não vem ao caso e também estou com preguiça de citar, (definitivamente não foi por falta de convite), estou na "cidade fantasma" que vira BH no Carnaval.Dá para descer a Avenida Afonso Pena rolando e pelada.Não tem fila e não tem trânsito. Para quem anda estressado, como eu no momento, é ótimo para descansar. Dormir, comer, andar de carro, caminhar na rua sem eira nem beira, ir ao clube,ouvir música, ir ao cinema etc...etc...etc.
Eu me encontro no "famoso Bloco do Eu Sozinho" da música do Los Hermanos e muito bem obrigada.Por favor não pensem que não gosto de folia. Gosto, mas faço isso em várias outras épocas, sem ter que passar por todos os contratempos que o período "festivo" oferece.
Minto gente...Acabei de lembra que BH tem carnaval sim" na via 240 , em Vespasiano e Nova Lima. Só que tem um detalhe, lá ninguém tá cantando a "Cabelereira do Zezé" ou "Bandeira Branca" com aqueles dois dedinhos indicadores inocentemente levantados, com batalha de confete e serpentina....

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mais Carne e menos músculo Por Xico Sá

Amo demais este cronista. Nada mais vem à calhar do que este texto em época de "ziriguidum e balacabaco".Suas crônicas também são publicadas toda sexta no Jornal Mineiro "O Tempo"


MODOS DE MACHO - Mais carne e menos músculo

(BR Press) - Minha amiga D., fornecedora de grandes motes para este cronista muitas vezes perdido e sem assunto, debate comigo: “Cadê a carne do carnaval dos últimos desfiles, a carne que deu origem ao batismo da festa religiosa, agora só vejo músculos, como se todas as mulheres da avenida tivessem virado travestis”, ela protesta. “Lembra as carnes balançando diante das câmeras, o grande e lindo açougue humano?”, a mesma moça decente cutuca os sovacos da polêmica. Eu dou corda, a discussão é mais que procedente, não acham?
E não vale apenas para as passarelas e avenidas. Vale para tudo nesse mundo. Repare bem, não estamos tratando de gordas e magras, de uns quilinhos a menos e de uns quilinhos a mais. O nó é mais embaixo.

O que pega, amigo, é a falta de maciez mesmo, a confortável amaciante das carnes das moças, air-bags que nos protegiam contra a dureza e grosseria do mundo, aquela coisa reconfortante, colo para além do simplesmente materno, aconchego, “venha para cá meu nego”, o homem é a terra, é a luta, a batalha, mas também o repouso do guerreiro.

Músculos de zagueiro

Esses corpos da avenida não são mais os corpos originais de mulheres para os quais fomos sentimentalmente educados. Claro, acostumamos, mulheres são mulheres e padrões publicitários são padrões publicitários.

Mas, amigo, é muito músculo forçado, muita academia mesmo, elas estão mais fortes do que todos os zagueiros que enfrentamos nas nossas peladas amadoras. Sim, entendo, não pode relaxar muito, questão até de saúde, tem que correr, Lola, fazer algum esporte, mas, peraí, sem exagero, moça.

Até pode ser uma boa onda transar com uma musculosa dessas, tipo capa de revista, afinal de contas estamos drogados por estas imagens que poluem o branco dos nossos olhos a cada segundo, mas, amigo, é desconfortável demais da conta dormir com uma criatura dessas. Amanhecemos todo quebrado, todo dolorido, é como se dormíssemos com o Mike Tyson.

Com o microfone, nessa tribuna livre sobre o tema, ele, Roberto, o rei: “Gosto de me encostar/ Nesse seu decote quando te abraço/ De ter onde pegar/ Nessa maciez enquanto te amasso.” É aquela canção sobre as cheinhas, bela elegia. O rei é meio marqueteiro sentimental, mas o cara sabe das coisas, com a ajuda da pena e dos acordes do Erasmo, claro.

Ora, uma perna pode ser bonita sem ser obrigatoriamente tão musculosa, tão perna de traveco ou de homem. Assim valendo também, lição primária de anatomia, para braços, barrigas, rádios, perônios.

Mais carne e menos músculo, sr. açougueiro do balcão da humanidade, e um contrapeso de coração, se é que você me entende, se é que não é pedir muito em pleno carnaval de Pernambuco, o melhor carnaval de todas as galáxias de todos os tempos.

& MODINHAS DE FÊMEA

Como já é tradição, recomendo, vale para quem brinca, vale para quem se retira, escute agora mesmo, no vinil ou no MP3, na rádio Educadora do Crato ou na Inconfidência de Minas, a mais linda canção para este período. Com vocês, Antônio Maria, dele e de Luiz Bonfá, “Manhã de Carnaval”: “Manhã, tão bonita manhã,/ Na vida, uma nova canção Em cada flor, o amor,/ Em cada amor, o bem/ O bem do amor faz bem/ Ao coração.../Então vamos juntos cantar,/O azul da manhã que nasceu,/O dia já vem.../E em seu lindo olhar / Também, amanheceu.../Canta o meu coração,/A alegria voltou/Tão feliz na manhã/Desse amor..."

(*) Xico Sá é colunista da BR Press. Fale com ele pelo e-mail xicosa@brpress.net. Ou pelo Blog do Leitor, no site www.brpress.net

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Voltei agora para ficar....

Gente chegou 2009!!!!!(Aliás já tá chegando é o Carnaval.....)
Prometo que em 2009 cuidarei mais do "Pitangas". Divulgarei mais as minhas sandices....Inclusive ele está em construção... Estou repaginando seu layout, ficará mais a cara a dona....Estava muito clean para o meu gosto.Estou experimentando cores e formas, no meu raro tempo vago....
Esperem e verás!