sábado, 14 de março de 2009

Resiliência para os sonhos que ainda não foram realizados

A sala, geralmente é pequena (só é grande se vc ocupar um cargo altíssimo, ou se você é o dono da empresa, neste caso a descrição abaixo não se aplica).
O Ar condicionado "no talo", ou na falta dele, um calor causticante. Vestimenta: Roupa Social ou uniforme (certamente não é a roupa que te dá prazer em usar em um final de semana de sol). Seus colegas de trabalho, geralmente são pessoas que você convive mais do que sua própria família durante todo o dia, mas não tem desta 1% da intimidade e nem mesmo identidade com a maioria deles.(Atenção! Não que seja impossível não termos amigos no trabalho, estou generalizando tudo, me entendam bem!!!!!!!!!!Tenho vários amigos q fiz no trabalho.)
Trabalho.Produtividade, assertividade. Mesa cheia de papéis, prazos correndo, dezenas de e-mail´s para responder e o telefone não pára, (falo do celular também. )Prazos, urgências, compromissos, reuniões.Agora temos os termos estrangeiros que viraram moda no mundo do trabalho e que contribuem mais um "CADINHO" para o nosso stress: networking, expertise....
E o frenesi continua após o horário do almoço. Dezenas de e-mails ainda entopem sua caixa de entrada, sua mesa repleta de recados pedindo retorno de ligações. Você pensa: É preciso ter resiliência.
Para não se isolar totalmente da sua vida pessoal e você não se consumir apenas em um ser profissional, vc faz um telefonema para casa ou então marca uma consulta médica e olha sua conta bancária no negativo, para variar...As horas passam e o relógio de ponto espera a hora fatídica do final do dia e você espera o fim da semana em plena segunda-feira. Você não sente sua respiração mais, bebe café até não poder mais e toma um comprimido para dor de cabeça. Não tem tempo de olhar para o céu azul q brilha numa tarde gostosa de uma quarta-feira, às vezes não sabe se está dia ou noite, se chove....Termina o dia tendo a sensação que muita coisa ainda faltou fazer no dia que já quase terminou.E olha q vc ficou sentado em frente ao seu computador por quase 10 horas ininterruptas....Ainda há muito o que fazer......
Fim da tarde, sua hora chegou, mas você ficará mais 1 ou duas horas fazendo hora-extra, porque precisa entregar aquele relatório amanhã bem cedo.Faz o que gosta e se dedica de corpo e alma para o q foi determinado q faça.E se lembra que é presico ter resiliência, diante das adversidades profissionais. Porém, a vida passa. Um monte de planos ainda estão engavetados, junto com aquela pilha de papéis que se misturam na poeira. Quantos dos seus sonhos já se realizaram?

domingo, 8 de março de 2009

Os mestres da conquista


Este ano coloquei mais uma meta em minha vida. Todo mês comprarei um livro, cd ou DVD. Putz, a gente gasta com tanta besteira.Gastar 20 ou 30 conto por mês, não vai me deixar mais pobre, ainda mais gastar com cultura, que nunca é supérfluo. Pois então, nesta saga de encontrar "o livro" do mês de fevereiro, eis que me deparo com : "O jogo - A bíblia da sedução" de Neil Straus. O cara é um jornalista especializado em rock que escreve para The New York Times e para a revista Rolling Stone.(Além do título sugestivo, o currículo deste homem da foto acima, me chamou atenção e resolvi adquiri-lo.)

O livro tem mais de 400 páginas, e conta a saga deste jornalista, cansado dos fracassos na arte da conquista, que se propõe a infiltrar em grupos de homens especializados na arte de seduzir mulheres. São grupos muito organizados, que realizam workshops nos EUA para ensinar à outros homens (também frustrados com sua vida sexual), como levar mais "uma para a cama".Isso mesmo! Tudo milimetricamente pensado, frase prontas, olhares e gestos sugestivos, com um único objetivo final: traçar mais uma.
Quando você começa a ler o livro, vc acha que é não é real. Porém as situações retratadas coincidem muito com o que vc "fêmea", vive no cotidiano da sedução. Aquele papinho furado masculino se encaixa como um quebra-cabeça e tudo começa a fazer muito sentido. O lance de seduzir é uma arte. Existe técnicas, basta escolher o alvo.É bastante assustador no meu ângulo de alvo...
Acho que o assunto vem muito a calhar neste dia: 8 de Março "Dia Internacional da Mulher". Minha visão "poliana" ainda acredita que a mulher também seduz, mas não dentro deste "jogo sujo". A mulher se deixa ser seduzida sim, mas não para ser mais um número de telefone na agenda daquele homem, que talvez apague ao virar a esquina .Ela deixa ser levada para ser amada, puro e simplismente. Não para ser abatida e contabilizada no ranking "dos comedores" que saem contando aos ventos seus "feitos fálicos".É muito comum ouvir de uma mulher que ela vai sair "para pegar homem"? Muitas de nós mulheres, cansadas de tanta falta de amor se renderam totalmente à esta conduta masculina e dão o troco na mesma moeda. Não acredito que isso seja verdadeiro, no fundinho, essa mulher que diz querer apenas saciar seus desejos carnais, ainda quer se apaixonar, andar de mãos dadas e tomar sorvete na praça da liberdade olhando as estrelas e fazendo juras de amor eterno.

domingo, 1 de março de 2009

O “solilóquio” nosso de cada dia

Adoro observar, prestar atenção às coisas que estão ao meu redor. Quando estou com tempo gosto de observar os rostos das pessoas desconhecidas nas ruas. E existe lugar melhor para isso que o centro belohorizontino? Miolinho pitoresco esse, que parece um formigueiro. Só descansa em dia de domingo, feriado e durante a madrugada.
Dia de semana é sempre assim: cheio de gente prá lá e prá cá, se esbarrando, correndo contra o tempo atrás de não sei o quê. Olhando nos relógios, nas vitrines. Ou buzinando dentro de seus automóveis no trânsito engarrafado da Av. Afonso Pena, em hora de rush.
Cada um com suas particularidades, num anonimato do cotidiano de uma capital como outra qualquer. O que mais me intriga (inclusive já troquei experiências com amigos meus) é o número de pessoas que falam sozinhas nas ruas. Isso mesmo! Comecei a observar. Parece esquisitice, mas é possível ver cidadãos mantendo um diálogo longo com seus próprios “botões”. Gesticulam, riem, fazem expressões de discordância, mas ao seu lado não tem ninguém.
Você, que lê este texto agora deve estar achando que me refiro a esses “loucos de pedra” que vemos perambulando pelas ruas. Pelo contrário, na maioria das vezes são executivos engravatados, jovens estudantes, mulheres impecavelmente vestidas, símbolos da normalidade. Tentei achar motivos plausíveis para explicar porque isso acontece. De imediato culpei o stress. Essa vida agitada, essa correria, deixa as pessoas meio desorganizadas psicologicamente. Depois pensei nos problemas do cotidiano que nos deixa meio “pirados” e às vezes falar sozinho é a única forma que essa gente tem de extravasar. Pensar em voz alta, talvez. Pode ser crise econômica também. Afinal tudo é culpa da bendita ......
Mas, outro dia ao observar minha filha falando sozinha com suas bonecas, lembrei do “amigo imaginário” da infância. Quem nunca teve um?
As crianças inventam esses amiguinhos invisíveis nos quais ficam horas conversando, brincando e rindo também. Os psicólogos admitem ser saudável isso e vêem nesse comportamento infantil um meio da criança desenvolver sua imaginação e criatividade.
Até um nome poético para o ato de falar sozinho encontrei: “solilóquio”. E pasmem! Existe o verbo soliloquiar no dicionário, que é o mesmo que monologar.
Comecei a perceber que esse negócio de sair por aí aos ventos “parlando” consigo próprio não é assim tão estaparfúdio ....Até no Aurélio tem.....
Quantas vezes vemos um motorista com rádio ligado cantando alegremente em seu carro, mas sem passageiros. Aquele homem falando ao celular ali do outro lado da rua, grita e esbraveja, aponta para uma direção, mas cadê o receptor? É cômico e não consigo segurar o riso...
Mas não é que me peguei também rindo sozinha assistindo a uma comédia de TV, e comentando sobre algo absurdo naqueles jornais sensacionalistas de final de tarde.... Revisando este texto em voz alta....Olhei para o lado: ninguém! Epa!