domingo, 26 de abril de 2009

Sobreviver aos prazeres da carne

"Eu acredito no prazer da carne e na solidão irremediável da alma."
(Hjalmar Soderberg)

Quem dera se o nosso corpo respondesse aos que a alma nos pede. Ai! Como nossa alma pede que sejamos mais moderados na comida, nos doces, na "cervejinha", na preguiça....
Vivemos nesta infinita dualidade entre o que nos convêm e o que nos dá prazer. O ser humano se boicota o tempo todo. "Ai trabalhei tanto. Mereço essa cervejada".
Ai! Hoje é domingo né, qual o problema de entrar de cabeça nesta feijoada? (aí vai abaixo aquele regime de pão e água da semana inteira)E tantos outros exemplos....
Porque a gente se boicota tanto? Sou contra a rigidez. Mas a busca imediata por estes "prazeres instatâneos" nos impede de atingir metas e realizar sonhos. Quem nunca deixou de estudar para ir a um churrasco ou fazer um monte de outras coisas muito mais gostosas?
Eu sou uma que não passei na segunda etapa do vestibular da UFMG para odontologia, simplismente e logicamente, porque era muito melhor namorar.
Mas por um lado, foi até bom. Nunca me vi tratando dentes alheios.....

sábado, 18 de abril de 2009

Um romance a qualquer preço

No afã de amar e querer ser amado, cometemos muitos desatinos.Qualquer um passa a ser alma gêmea, cara metade. O primeiro que te lança um sorriso branco. Que te chama de linda e te acaricia os cabelos. Migalhas de atenção, já bastam. O que interessa é ter um romance, custe o que custar. Na maioria das vezes o custo é bem alto.Custa lágrimas,custa seu tempo precioso com alguém que não merece.A ilusão de um envolvimento amoroso, geralmente acaba sempre mal.Dor de cotovelo na certa para o lado desiludido, é claro.
Encontrei na multidão, uma destas "paixonites" forçadas de muito tempo.A satisfação da maturidade de ter esta consciência hoje, paga todo esse desgaste passado.
Me perdoe os clichês, mas a leveza e espontaneidade de um verdadeiro amor não tem preço.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Adélia Prado

"Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô."