Tenho mania de guardar alguns e-mail´s que já recebi. Mensagens eletrônicas que já representaram muito e hoje são só lembranças boas e algumas ruins.
É engraçado ler alguma destas mensagens depois de três, quatro anos....Analisar o conteúdo fora do contexto e do envolvimento da época só confirma que não temos certeza de absolutamente nada e que não existe mesmo o "para sempre" neste plano.As coisas mudam o tempo todo e demais.
Em um destes e-mail´s pontuais, com uma mensagem boa é claro, encontrei este texto.
Pude reler e ficar mais uma vez aliviada vendo que continuo na luta contra o "Quase" na minha existência.
O quase
Luis Fernando Veríssimo
31 de março de 2006 – Jornal O GLOBO
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
sábado, 4 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Desregulamentação da minha profissão e a partida do Michael

Ando sem tempo e sem inspiração para escrever. Mas ao mesmo tempo me sinto mal de deixar esse cantinho laranja desatualizado. Afinal, acho que tenho leitores assíduos, né mãe?! Rsrsrsrrsr Mas deixando a brincadeira de lado, quero falar de duas coisas que já estão no circuito há muito tempo. Primeiro o que fizeram com a minha profissão:
"Nós jornalistas diplomados, fomos surpreendidos pela lamentável e revoltante decisão do STF que acaba com a obrigatoriedade do diploma." A profissão que já anda bem capenga há muitos anos, sem representatividade alguma, com baixíssimos salários, sobrecarga de trabalho e com escassez de vagas no mercado está fadada ao fim, diante da decisão do ilustríssimo ministro Gilmar Mendes.
Qualquer pessoa hoje poderá exercer o jornalismo!!? Indignação é apenas um dos sentimentos que nos invade. A decisão parte do pressuposto que para exercer a profissão não é necessário aporte científico e treinamento específico. Ah é ??? Quem irá nos ressarcir dos 4 anos investidos em um banco de uma faculdade? Acabamos de perder as ínfimas garantias que tínhamos de alguma fiscalização nas grandes empresas jornalísticas.
Sinto um ranço de revanche do judiciário que muitas vezes teve sua caixa preta remexida pela grande imprensa, realmente comprometida com a verdade. Querem calar a nossa voz, de vez agora. O que nos impulsionará agora? Até então era a vocação e o amor pela profissão, apenas... Mas e agora ???? E a pimenta vai arder no olho de outros por aí, de acordo com nosso amigo Mendes, outras profissões terão mesmo fim.....Pronto, desabafei.
Agora vou aproveitar para “chorar” a perda do nosso querido Michael......Até agora não dá para acreditar que o nosso rei do pop, se foi. Como suas músicas, embalaram minha infância, pré- adolescência e adolescência.....
Imbatível astro, que impactou e revolucionou a indústria fonográfica mundial. Tá certo que como bom e velho super star, tinha lá suas bizarrices. Parte verdade, parte intriga da mídia e parte jogada de marketing, porque não?. Hoje nada disso mais tem importância...O que vai ficar guardado na memória com grande saudade é seu “moonwalking”, sua musicalidade e as batidas de suas canções pop perfeitas.
sábado, 13 de junho de 2009
Alegria de viver! Um post de auto-ajuda

Viver é bom gente! Apesar de tudo, de todas as pedras que a gente encontra no caminho. Vivenciar esta vida é algo maravilhoso. Não interessa de que forma vc viva. Mas usufrua da sensação de estar vivo!Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que a vida é um mar de rosas, que não é. A vida bate, e muito. Mas tudo é um aprendizado para a nossa evolução. Seria muito chato se tudo fosse perfeito e agradável.Os altos e baixos nos dão força para seguir e continuar sempre.Quando posso agradeço o privilégio de respirar, de ver mais uma dia nascendo.De poder conviver com as pessoas que amo.É bom se permitir! Usufruir das coisas boas da vida. Exagerando de vez em quando. Porque não? Passa rápido demais a existência!
Tá certo. Eu reclamo prá caramba (n é a tôa o nome do meu blog). Mas eu gosto muito da vida. Quem me conhece, sabe disso.
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